Arte Gótica – Vitrais
Os vitrais são importantes na arquitetura gótica, deixam o ambiente sereno e multicolorido. Para fazê-los, adicionavam-se produtos químicos ao vidro derretido, ainda na fornalha, tornando-o colorido e translúcido. Depois, faziam-se as placas, em geral pelo método do chamado vidro antique. Cada placa, depois de resfriada, era recortada com uma ponta de diamante segundo o desenho, depois eles pintavam os detalhes com tinta opaca preta. As pequenas placas eram encaixadas umas as outras com a ajuda de uma moldura metálica: o perfil de chumbo. Com as janelas de vitrais as catedrais góticas ganharam iluminação leve e delicada
Arte dos Manuscritos
Os manuscritos eram feitos em várias etapas. Primeiro se curtia a pele de cordeiro ou vitela, nos mosteiros eles cortavam o couro do tamanho que queriam o livro, após o copista transcrevia o texto sobre as páginas deixando espaço para que o artista fizesse as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras capitulares- as maiúsculas com que se iniciavam os textos. Esta técnica decorativa ficou conhecida como iluminura.
A Pintura
Sua principal característica é o realismo: os artistas procuram pintar as figuras da forma mais fiel possível. Um importante pintor do período é Giotto, suas principais obras são afrescos que decoravam igrejas. A principal característica de sua obra é a representação dos santos como pessoas comuns, mas sempre em posição de destaque. Já no período de transição para o renascimento flamengo temos importantes retábulos feitos por Jan Van Eyck. Retábulos são conjuntos de painéis que podem ser fechados uns sobre os outros e abertos durante as celebrações religiosas
O Renascimento na Itália
Chamou-se renascimento o movimento cultural desenvolvido na Europa entre 1300 e 1650. Os artistas do renascimento expressaram sempre os maiores valores da época: a racionalidade-traduzida no rigor cientifico, na experimentação e na observação da natureza- e a dignidade humana
Na arquitetura buscou espaços onde parte dos edifícios parecesse proporcionais entre si. Felippo Brunelleschi é um exemplo de artista desse período, foi pintor, escultor e arquiteto além de dominar conhecimentos de matemática e geometria
Na Pintura
Predomina uma interpretação cientifica do mundo traduzido na pintura através dos estudos da perspectiva segundo os princípios da matemática e da geometria e o uso do claro escuro da às pinturas a idéia de volume e mais realismo as obras. Outro aspecto importante é que o artista é mais livre em relação ao rei e a igreja tornando-o um criador independente, podemos citar, por exemplo;
Piero della Francesca: a geometria do humano, sua obra apresenta, muitas vezes, uma composição geométrica combinada ao uso de áreas de luz e sombra.
Botticelli: a linha que sugere ritmo suave e gracioso. Seus quadros – com temas da antiguidade clássica ou da tradição cristã – buscam expressar o ideal de beleza
Leonardo da Vinci:teve múltiplos interesses e habilidades. Estudou óptica, proporções, perspectiva e anatomia fez milhares de desenhos com anotações e os mais diversos estudos sobre anatomia humana, proporções de animais, movimentos, plantas de edifícios e engenhos mecânicos. Ele organizou a planta urbanística de uma cidade preocupando-se com a beleza, limpeza e a saúde publica por isso previu um sistema de esgotos Da Vinci pintou pouco: o afresco mural Ultima Ceia e cerca de quinze quadros entre os quais se destacam a Mona Lisa e A Virgem e o Menino. Dominou com sabedoria o jogo de luz e sombra e criou uma atmosfera que, partindo da realidade, estimula a imaginação do observador
Michelangelo: pintou o teto da capela Sistina entre 1508 a 1512 com um grande numero de cenas do Antigo Testamento
Rafael: é considerado o pintor renascentista que melhor desenvolveu os ideais clássicos de beleza, harmonia e regularidade de formas e cores
Na escultura destacam-se Michelangelo e Andrea Del Verrocchio
O Renascimento na Alemanha e nos Países Baixos, principais artistas:
Dürer: um dos principais artistas alemães a representar o corpo humano com uma beleza ideal, valorizou a observação da natureza, também foi um importante gravador usando como matriz a madeira e o metal.
Hans Holbein: ficou conhecido como retratista de personalidades políticas, financeiras e intelectuais da Inglaterra e dos Países Baixos.
Bosch: sua obra è inconfundível, rica em símbolos da astrologia, da alquimia e da magia. Nem todos os símbolos podem ser decifrados, pois muitas vezes ele combina aspectos de diversos seres – animais ou vegetais- e cria diversas formas sem motivo aparente. Alguns estudiosos vêem em suas obras a representação do conflito que inquietava o espírito humano no final da idade média: de um lado, o sentimento do pecado ligado aos prazeres materiais; de outro, a busca das virtudes na vida ligada à espiritualidade. Além disso, muitas crenças religiosas espalharam-se pela Europa entre as pessoas mais simples e fortaleceram superstições, talvez representadas na pintura de Bosch.
Bruegel: retratou as pequenas aldeias que ainda conservavam a cultura medieval como, por exemplo, a obra Jogos Infantis
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